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Monedin Adultos · 18 anos ou mais

Quanto uma dívida custa de verdade

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Uma parcela que cabe no bolso pode esconder uma dívida caríssima. Aprenda a olhar o número que importa de verdade e a reconhecer os produtos que mais prendem.

  1. Taxa de juros e CET

    • Taxa de juros: o juro «puro».
    • CET (Custo Efetivo Total): inclui também tarifas, impostos, seguros e outras despesas. É o custo real da operação, mostrado como uma porcentagem por ano.

    Para comparar empréstimos, olhe sempre o CET. Bancos e financeiras são obrigados a informá-lo, com a planilha de cálculo, antes de você assinar.

    Fonte: Ministério da Justiça, Boletim Consumo e Finanças nº 8, «Custo Efetivo Total».

  2. 1 Pergunta

    Empréstimo A: juros de 2 % ao mês e CET de 34 % ao ano. Empréstimo B: juros de 2,1 % ao mês e CET de 30 % ao ano. Com todo o resto igual, qual é mais barato?

    • A. B, porque tem CET menor
    • B. São iguais
    • C. A, porque tem juros menores
  3. O rotativo do cartão: a dívida mais cara do país

    Se você paga só o mínimo da fatura, o resto entra no rotativo. Em setembro de 2026, os juros médios do rotativo chegaram a 451,7 % ao ano, segundo o Banco Central.

    Desde janeiro de 2024, uma lei (a Lei 14.690/2023) limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100 % da dívida original. Ou seja: uma dívida de R$ 3.000 pode virar até R$ 6.000. Melhor que antes, mas ainda é dobrar o que você deve.

    Fonte: O Povo, «Juro médio do rotativo do cartão de crédito sobe a 451,7% ao ano em setembro, diz BC» (30 de outubro de 2026).

  4. 2 Verdadeiro ou falso?

    Se o banco me deixa pagar «só o mínimo» da fatura, é um jeito barato de me financiar.

    • Verdadeiro
    • Falso
  5. O que custa de verdade

    Mude o CET e o prazo. Repare principalmente no total de juros.

    Esta atividade usa uma calculadora do site. Dá para fazer com a turma toda, com a lição projetada.

  6. 3 Dívida razoável ou perigosa

    Em geral, como você classificaria cada uma?

    Marque com um X a coluna de cada linha.

    RazoávelPerigosa
    Financiamento da casa com juros competitivos e parcela que cabe no orçamento
    Empréstimo rápido por app «em 10 minutos» para fechar o mês
    Pagar um celular caro deixando a fatura no rotativo
    Um empréstimo para um curso que melhora a sua empregabilidade, com CET baixo
    Pegar um empréstimo para pagar outro
  7. Quanta dívida é demais?

    Uma referência muito usada: que todas as suas parcelas juntas (incluindo a da casa) não passem de 30 a 35 % da sua renda líquida.

    Se você está acima disso, vale a pena um plano para reduzi-las antes de pedir mais alguma coisa.

  8. A Lei do Superendividamento

    Desde 2021, a Lei 14.181 protege quem, de boa-fé, não consegue pagar todas as dívidas de consumo sem comprometer o básico para viver.

    A pessoa pode pedir ao Procon uma conciliação com todos os credores ao mesmo tempo. Se não houver acordo, pode ir à Justiça (com a Defensoria Pública, de graça) e pedir um plano de pagamento de até 5 anos.

    Fonte: Âmbito Jurídico, «Lei do superendividamento: como aderir» (9 de junho de 2025).

  9. Missão: inventário de dívidas

    Faça uma lista de todas as suas dívidas com quatro dados: quanto deve, a parcela, o CET e quando termina.

    Se alguma está no rotativo do cartão, priorize tirá-la de lá: troque por um parcelamento ou por um empréstimo com CET bem menor.