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Histórias reais, curiosidades e o que quase ninguém explica sobre o teu dinheiro. Tudo foi verificado e tem fonte, para poderes confirmar.

Histórias reais

Boston, 1920 Charles Ponzi e os selos que valiam ouro Prometia duplicar o teu dinheiro em 90 dias a comprar selos. De onde vinham, afinal, os ganhos?

Em 1920, em Boston, Charles Ponzi prometia 50 % de ganho em 45 dias. Dizia que comprava na Europa cupões de resposta postal internacional, baratos lá, e que os trocava nos Estados Unidos por selos que valiam mais.

Cerca de 40.000 pessoas confiaram-lhe uns 15 milhões de dólares. Os primeiros recebiam a tempo, e isso atraía mais gente. Mas não havia negócio nenhum: os ganhos dos antigos pagavam-se com o dinheiro dos novos.

Em julho de 1920, o jornal Boston Post começou a fazer perguntas, o estado travou novos depósitos e em agosto veio a falência. Só cerca de um terço do dinheiro foi devolvido.

A lição: Se o ganho depende de entrar gente nova, não é um investimento: é uma corrente que se vai partir. Desde então, esta burla tem o nome dele.

Fonte: Esquema Ponzi, Wikipédia

Saber mais: Burlas online: não caias
Nova Iorque, 2008 Madoff: a burla que alguém denunciou nove anos antes Um especialista avisou o regulador em 1999. Porque é que ninguém lhe deu ouvidos até 2008?

Bernard Madoff era uma figura respeitada de Wall Street. Oferecia rendibilidades muito estáveis, ano após ano, quase sem sustos.

Em 1999, o analista Harry Markopolos escreveu à SEC, o regulador da bolsa americana, a explicar que aqueles números eram impossíveis. Passaram nove anos até lhe reconhecerem razão.

Em dezembro de 2008, foram os próprios filhos que o denunciaram, depois de ele lhes confessar a verdade. As perdas declaradas chegaram a cerca de 65 mil milhões de dólares. A 29 de junho de 2009 foi condenado a 150 anos de prisão.

A lição: Uma rendibilidade demasiado regular também é um sinal de alarme. Os investimentos reais sobem e descem.

Fonte: Bernard Madoff, Wikipédia

Saber mais: Burlas por WhatsApp, chamada e falsos consultores
Portugal, agosto de 2014 BES: os depósitos salvaram-se, o papel comercial não Milhares de clientes compraram ao balcão do banco algo que julgavam tão seguro como um depósito. Não era.

A 3 de agosto de 2014, o Banco de Portugal aplicou uma medida de resolução ao Banco Espírito Santo. Os depósitos passaram para um banco novo, o Novo Banco, e quem tinha dinheiro em contas e depósitos não o perdeu.

Mas muitos clientes tinham comprado aos balcões do BES papel comercial de empresas do Grupo Espírito Santo, um empréstimo a essas empresas e não um depósito. Esses «lesados do papel comercial» eram cerca de 4.000 pessoas, com uns 434 milhões de euros investidos.

A solução negociada em 2016 previa recuperar até 75 % do investido, com um máximo de 250.000 € por cliente (ECO, 19/12/2016). Uma parte ficou perdida, e o processo arrastou-se durante anos.

A lição: O Fundo de Garantia de Depósitos protege depósitos, não tudo o que se vende num balcão de banco. Antes de assinar, pergunta sempre: isto é um depósito?

Fontes: ECO, sobre a solução para os lesados do papel comercial do BES (19 de dezembro de 2016) · Banco Espírito Santo, Wikipédia

Saber mais: O meu dinheiro está seguro no banco?
Países Baixos, 1637 A febre das túlipas, e o que se exagerou Um bolbo de túlipa chegou a custar 6.000 florins. Mas foi tão grave como se conta?

Na Holanda do século XVII, as túlipas raras tornaram-se objeto de especulação. Em 1623, um único bolbo podia custar 1.000 florins, quando um salário anual médio rondava os 150. O recorde foi de um Semper Augustus: 6.000 florins em Haarlem.

A 5 de fevereiro de 1637 venderam-se 99 bolbos raros por 90.000 florins. No dia seguinte, um lote não encontrou comprador e os preços caíram a pique.

Agora vem a parte interessante: historiadoras como Anne Goldgar defendem que a história foi exagerada. As perdas atingiram sobretudo um pequeno grupo de especuladores e não afundaram a economia holandesa. A versão dramática vem em boa parte de um livro de Charles Mackay escrito dois séculos depois.

A lição: As bolhas existem, mas os mitos sobre elas também. Confirma sempre de onde vem uma história, mesmo quando serve para dar uma lição.

Fonte: Tulipomania, Wikipédia

Saber mais: Risco e rendibilidade
Vermont (EUA), 2014 O mecânico que deixou 8 milhões de dólares Trabalhou a vida toda numa bomba de gasolina e a fazer limpezas num armazém. Quando morreu, a cidade descobriu o segredo dele.

Ronald Read trabalhou uns 25 anos como mecânico numa bomba de gasolina de Brattleboro (Vermont) e depois 17 anos como empregado de limpeza, a tempo parcial, num grande armazém. Vivia com muita simplicidade.

Quando morreu, em junho de 2014, aos 92 anos, a herança dele rondava os 8 milhões de dólares. Deixou 4,8 milhões ao hospital da cidade e 1,2 milhões à biblioteca.

O método dele não tinha nada de secreto: comprava ações de grandes empresas que pagavam dividendos, ficava com elas durante décadas, reinvestia os dividendos, dividia o dinheiro por pelo menos 95 empresas e evitava o que não percebia.

A lição: Tempo, constância e diversificação podem mais do que um grande salário. Não é preciso ser rico para começar.

Fonte: Ronald Read (philanthropist), Wikipedia

Saber mais: Os juros compostos, o teu superpoder
Alemanha, 1923 Quando um dólar custava 4,2 biliões de marcos Em 1914, um dólar valia 4,2 marcos. Nove anos depois, 4,2 biliões. O que aconteceu às poupanças das pessoas?

Antes da Primeira Guerra Mundial, um dólar trocava-se por 4,2 marcos. Para financiar a guerra e o pós-guerra, a Alemanha imprimiu dinheiro sem controlo.

Em novembro de 1923, o câmbio estabilizou em 4,2 biliões de marcos por dólar (um 42 seguido de onze zeros). Quem tinha as poupanças em marcos perdeu praticamente tudo.

A 15 de novembro de 1923 foi criada uma moeda nova, o Rentenmark: um Rentenmark equivalia a um bilião de marcos antigos.

A lição: A inflação é a ladra silenciosa levada ao extremo. Por isso os bancos centrais de hoje vigiam os preços, e por isso vale a pena não deixar todas as poupanças paradas.

Fonte: Hace 90 años: el fin de la hiperinflación alemana, Instituto Mises

Saber mais: A inflação, a ladra silenciosa
Há séculos · Ilha de Yap (Micronésia) A ilha que pagava com pedras gigantes Pagavam com pedras maiores do que uma pessoa… e quase nunca as tiravam do sítio.

Em Yap usavam-se como dinheiro uns discos de calcário chamados rai, alguns maiores do que uma pessoa. A pedra vinha de outras ilhas, de canoa, a centenas de quilómetros, e por isso era rara e valiosa.

O curioso é que as pedras quase nunca se mexiam. Quando alguém pagava com uma, a pedra ficava onde estava e a aldeia inteira sabia que agora tinha outro dono. Conta-se até que uma pedra se afundou no mar durante o transporte e continuou a ser considerada valiosa, porque todos sabiam que existia.

A lição: O dinheiro funciona porque **todos confiamos** nele e sabemos a quem pertence. O saldo da tua conta funciona da mesma forma: quase nunca é dinheiro em que possas tocar.

O que se discute: O relato da pedra afundada vem de um viajante do século XIX, William Furness, e não pode ser comprovado.

Fontes: Milton Friedman, «The Island of Stone Money», Hoover Institution, 1991 · William H. Furness III, «The Island of Stone Money: Uap of the Carolines», 1910

Saber mais: Moedas, notas e dinheiro invisível
1720 · Londres O génio que perdeu uma fortuna numa bolha O génio da gravidade perdeu uma fortuna por não saber quando parar.

Isaac Newton, o da gravidade, também era diretor da Casa da Moeda inglesa. Em 1720 investiu na Companhia dos Mares do Sul, cujas ações se multiplicaram em poucos meses e depois caíram a pique.

Newton ganhou dinheiro ao início, vendeu… e depois, ao ver que o preço continuava a subir, voltou a comprar muito mais caro. Quando a bolha rebentou, perdeu uma grande soma.

A lição: Ser muito inteligente não protege de **ir atrás da multidão**. A melhor defesa é ter um plano antes de investir e não o mudar por medo de ficar de fora.

O que se discute: A famosa frase «consigo calcular o movimento dos astros, mas não a loucura das pessoas» é atribuída a Newton, mas não aparece em nenhum documento da época.

Fonte: Andrew Odlyzko, «Newton's financial misadventures in the South Sea Bubble», Notes and Records of the Royal Society, 2019

1995 · Singapura e Londres Um único funcionário afundou um banco com 233 anos Um banco com 233 anos, afundado por um único funcionário e vendido por uma libra.

O Barings, fundado em 1762, era um dos bancos mais antigos e prestigiados do Reino Unido. Um dos seus operadores em Singapura, Nick Leeson, escondeu as perdas numa conta secreta e continuou a apostar cada vez mais para as recuperar.

Quando tudo se descobriu, as perdas somavam cerca de 827 milhões de libras, mais do que todo o capital do banco. O Barings faliu e o grupo neerlandês ING comprou-o por uma libra.

A lição: Tentar recuperar perdas apostando mais alto é uma armadilha mental muito comum, nos mercados e nas apostas. E sem controlos, um único erro pode deitar abaixo o que parecia indestrutível.

Fonte: Bank of England, Board of Banking Supervision: «Report into the circumstances of the collapse of Barings», 1995

Saber mais: Apostas e caixas de recompensa
22 de maio de 2010 · Florida (Estados Unidos) As duas pizas mais caras da história Duas pizas, 10.000 bitcoins e uma lição sobre o risco.

O programador Laszlo Hanyecz ofereceu num fórum 10.000 bitcoins a quem lhe entregasse duas pizas. Alguém aceitou: foi uma das primeiras compras de algo físico com bitcoin. Na altura, esses bitcoins valiam uns 40 dólares.

Anos depois, os mesmos bitcoins chegaram a valer centenas de milhões de dólares. Todos os anos, a 22 de maio, celebra-se o Bitcoin Pizza Day.

A lição: A história costuma contar-se como «o pior negócio da história», mas mostra algo mais: o preço de uma criptomoeda pode **multiplicar-se ou afundar** de uma forma impossível de prever. Ninguém sabia o que ia acontecer naquela altura, e ninguém sabe agora.

Fonte: Mensagem original de Laszlo Hanyecz no fórum Bitcointalk, maio de 2010

Saber mais: Cripto e promessas de riqueza rápida
Anos 1960 a 2018 · Universidade de Stanford (Estados Unidos) A experiência do marshmallow… revista A famosa experiência sobre saber esperar… e o que se descobriu ao repeti-la.

O psicólogo Walter Mischel deixava crianças pequenas sozinhas com um doce: podiam comê-lo logo ou esperar uns minutos e ganhar dois. Anos depois, as que tinham esperado pareciam ter melhores resultados nos estudos.

A história ficou famosa como «a prova de que a força de vontade decide o teu futuro».

A lição: Saber esperar ajuda, mas não é tudo: o **ambiente** também conta. Uma criança que não tem a certeza de que o segundo doce vai chegar faz bem em desconfiar.

O que se discute: Em 2018, um estudo com muitas mais crianças, de origens mais variadas, repetiu a experiência. O efeito foi bem menor e explicava-se em grande parte pela situação económica de cada família.

Fonte: Watts, Duncan e Quan, «Revisiting the Marshmallow Test», Psychological Science, 2018

Saber mais: O poder de esperar

O que não te contam

Não há conspirações: são regras, leis e decisões públicas que quase ninguém explica quando assinas.

O teu dinheiro não está no cofre do banco Os bancos criam dinheiro quando emprestam, e quem o diz é o próprio Banco de Inglaterra.

Quando depositas dinheiro, o banco não o guarda numa caixa com o teu nome: regista-o como uma dívida para contigo e usa-o no seu negócio. E quando concede um empréstimo, não distribui notas que tinha guardadas: cria dinheiro novo com um simples lançamento. É assim que se cria a maior parte do dinheiro que circula.

Não é segredo nem teoria da conspiração: o próprio Banco de Inglaterra explica-o. É por isso que existem as exigências de capital, a supervisão do Banco de Portugal e do BCE e o Fundo de Garantia de Depósitos.

O que podes fazer: Se tens mais de 100.000 € numa mesma instituição, divide-os por instituições diferentes e mantém o fundo de emergência em depósitos cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos.

Fonte: Bank of England, «Money creation in the modern economy», Quarterly Bulletin, 2014

Os «especialistas» que não batem o mercado A maioria dos fundos de gestão ativa rende menos do que o índice que tenta bater.

Todos os anos, a S&P publica os relatórios SPIVA, que comparam os fundos de gestão ativa com o seu índice de referência. A conclusão repete-se: a 10 ou 15 anos, a grande maioria dos fundos ativos rende menos do que o índice que tenta superar, sobretudo por causa das comissões.

E há mais um truque: os fundos que correm mal costumam ser fechados ou fundidos, e desaparecem das estatísticas. É o enviesamento do sobrevivente: só vês os que sobreviveram.

O que podes fazer: Para a maioria das pessoas, um fundo de índice ou um ETF barato e muita paciência funcionam melhor do que procurar o gestor estrela.

Fonte: S&P Dow Jones Indices, relatórios SPIVA Europa

Há um teto para os juros do crédito Em Portugal, nenhum cartão pode cobrar o que quiser. O limite muda todos os trimestres.

O Banco de Portugal publica todos os trimestres as TAEG máximas para o crédito aos consumidores, calculadas a partir das taxas médias do trimestre anterior. Para o 4.º trimestre de 2026: 18,5 % nos cartões de crédito e descobertos, 8,2 % no crédito pessoal para educação e saúde e 15,0 % no restante crédito pessoal (Jornal Económico, 11/9/2026).

Um contrato acima do limite é usurário: a TAEG fica automaticamente reduzida ao máximo que vigorava quando foi assinado.

O que podes fazer: Antes de assinar um crédito, compara a TAEG da proposta com a TAEG máxima do trimestre. Se estiver muito perto do teto, procura alternativas.

Fontes: Jornal Económico, sobre as TAEG máximas do 4.º trimestre de 2026 (11 de setembro de 2026) · ComparaJá, «Taxa de usura: o que é e qual o impacto no teu crédito?»

Uma conta bancária por menos de 6 € por ano Há uma conta à ordem que todos os bancos têm de oferecer, e quase ninguém a pede.

Os serviços mínimos bancários são uma conta à ordem com cartão de débito, homebanking, pagamentos, débitos diretos e transferências (com alguns limites). Os bancos são obrigados a disponibilizá-la.

Há uma condição: não podes ter outra conta à ordem em nenhum banco, a não ser que a convertas nesta.

O custo máximo é de 1 % do IAS por ano: com o IAS de 537,13 €, dá 5,37 € por ano.

O que podes fazer: Se pagas muito em comissões de manutenção, só usas o básico e tens uma única conta, pede ao teu banco para a converter numa conta de serviços mínimos bancários.

Fonte: Banco de Portugal, Portal do Cliente Bancário, «Serviços mínimos bancários»

Se as dívidas já não se conseguem pagar, há caminhos O banco não pode avançar logo para tribunal. E há uma forma de recomeçar do zero.

Quando tens prestações em atraso, o banco tem de te integrar no PERSI, o Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento: avalia a tua situação e propõe soluções, como alargar o prazo ou reduzir a prestação, antes de avançar para tribunal.

Se a situação for mesmo impossível, uma pessoa insolvente pode pedir a exoneração do passivo restante: desde a Lei 9/2022, ao fim de 3 anos a entregar o rendimento acima do necessário para viver, o resto das dívidas pode ser perdoado. Ficam de fora as dívidas ao Fisco e à Segurança Social, as pensões de alimentos e as multas.

O que podes fazer: Ao primeiro atraso, fala com o banco e pergunta pelo PERSI. Se as dívidas forem muitas, procura aconselhamento jurídico antes de pedir um crédito novo para pagar o antigo.

Fontes: Caixa Geral de Depósitos, Saldo Positivo, «Exoneração do passivo restante» · Banco de Portugal, Portal do Cliente Bancário, «PERSI»

«Olá pai, olá mãe»: a burla que entra pelo WhatsApp Um número novo, uma fotografia do teu filho e um pedido urgente. Mais de 4.000 denúncias num só ano.

Os burlões escrevem por WhatsApp a dizer que são um filho ou uma filha com o telemóvel avariado. Usam muitas vezes uma fotografia verdadeira e pedem dinheiro com urgência, por transferência ou por aplicação. Se tentas ligar, não atendem.

Em 2023, a PSP recebeu 4.389 denúncias desta burla, e em janeiro de 2024 foram mais 260 (Observador, 8/2/2024).

O que podes fazer: Liga sempre para o número antigo do familiar, faz uma pergunta que só ele saiba responder e não transfiras nada. Se te aparecer, denuncia à PSP.

Fonte: Observador, «PSP recebeu em janeiro 260 denúncias relativas à burla Olá pai, olá mãe» (8 de fevereiro de 2024)

Curiosidades

As primeiras notas nasceram porque as moedas pesavam demasiado

Por volta do ano 1023, na província chinesa de Sichuan, o governo da dinastia Song emitiu certificados de papel, os jiaozi. As moedas de ferro da região pesavam tanto que era mais prático deixá-las em depósito e pagar com o papel.

Fonte: Papel-moeda na China da dinastia Song, World History Encyclopedia

A regra do 72: quanto tempo o teu dinheiro demora a duplicar

Divide 72 pela rendibilidade anual e sabes, aproximadamente, em quantos anos uma poupança duplica. A 6 %, uns 12 anos (a conta exata dá 11,9). A 2 %, uns 36 (exata: 35). Também funciona ao contrário: com uma inflação de 3 %, o dinheiro parado perde metade do poder de compra em uns 24 anos.

Fonte: Cálculo do Monedin com a fórmula dos juros compostos

As primeiras moedas

As primeiras moedas conhecidas foram cunhadas na Lídia, na atual Turquia, por volta do século VII a.C. Eram de eletro, uma mistura natural de ouro e prata.

Fonte: British Museum

A pior inflação da história

A pior hiperinflação registada não foi a alemã, mas a da Hungria em 1946: no pior mês, os preços duplicavam aproximadamente a cada 15 horas.

Fonte: Hanke e Krus, «World Hyperinflations», 2012

Uma nota de 100 biliões

Em 2009, o Zimbabué chegou a emitir uma nota de 100 biliões de dólares zimbabueanos. Pouco depois deixou de usar a sua própria moeda.

Fonte: Banco da Reserva do Zimbabué

Aos 7 anos já percebem o básico do dinheiro

Um estudo da Universidade de Cambridge para o Money Advice Service britânico (2013) concluiu que, por volta dos 7 anos, a maioria das crianças reconhece o valor do dinheiro, sabe contá-lo e percebe que serve para trocar coisas e o que é ganhar um rendimento.

David Whitebread, um dos autores, explica que os hábitos mentais com que enfrentamos problemas, incluindo os de dinheiro, se formam sobretudo nos primeiros anos, e que dar informação não chega: o que faz a diferença são as experiências com os adultos próximos.

Fontes: Whitebread e Bingham, «Habit Formation and Learning in Young Children», Money Advice Service, 2013 · Money: teach them while they're young, Gulf News (resume o estudo e traz as declarações de Whitebread)

A primeira caixa automática não usava cartão

Foi inaugurada a 27 de junho de 1967 numa agência do Barclays em Enfield, a norte de Londres. Não havia cartões: introduzia-se um talão de papel perfurado com o código de quatro dígitos e a máquina entregava uma nota de 10 libras.

Fonte: Historic England, ficha da primeira caixa automática (Enfield)

O cartão que nasceu de uma carteira esquecida

Segundo a própria empresa, em 1949 Frank McNamara jantava em Manhattan e, ao pedir a conta, percebeu que tinha deixado a carteira em casa. Daí nasceu o Diners Club, que em 1950 se tornou o primeiro cartão aceite em muitos sítios diferentes. Em 1951 já tinha 42.000 sócios.

Fonte: Diners Club, história da empresa

As primeiras notas da Europa duraram três anos

Em 1661, o Stockholms Banco, na Suécia, emitiu as primeiras notas da Europa. Ao início funcionaram muito bem, mas quando as pessoas deixaram de confiar nelas o banco faliu, em 1664. O fundador, Johan Palmstruch, foi condenado por má gestão. Uma nota vale a confiança que há por trás dela.

Fonte: Sveriges Riksbank, história do Stockholms Banco

Um euro valia 200,482 escudos

A 1 de janeiro de 2002, Portugal começou a usar notas e moedas de euro. A taxa de conversão ficou fixada em 200,482 escudos por euro. As últimas notas de escudo ainda se puderam trocar no Banco de Portugal até 28 de fevereiro de 2022; depois disso, deixaram de valer.

Fontes: Observador, sobre o fim do prazo para trocar notas de escudo (fevereiro de 2022) · Banco de Portugal

Conteúdo revisto em 04/11/2026. Se encontrares um erro, avisa-nos e corrigimos.